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Tutela do governo será retirada, diz Marinho

O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, disse ontem (23), em Brasília, que é preciso retirar a tutela do Estado (governo) na relação entre empregadores e trabalhadores, ampliando a reforma trabalhista.

Marinho apresentou os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), em 2018, quando houve saldo positivo de 529,5 mil empregos formais.

“Esta administração vai acentuar as conquistas estabelecidas com a reforma trabalhista. Acreditamos que há uma necessidade de retirarmos ainda mais a tutela do estado na relação entre o público e o privado, entre os empregadores e empregados, facilitar a vida daqueles que querem empreender no Brasil, desburocratizar, permitir que um número maior trabalhador saia da informalidade”, disse.

Ele citou que os trabalhadores com contratos intermitentes, temporários e aqueles que trabalham com aplicativos precisam “ser apoiados” com mudanças nas regras trabalhistas. “Temos que apoiar esse grande segmento de trabalhadores que estão em novas modalidades, inclusive na questão dos aplicativos”.

Repercussão do Caged

Para coordenadora dos cursos de graduação da Faculdade Fipecafi, Luciana Machado, a abertura de vagas formais reflete o início de uma possível recuperação da economia. “Nos três anos anteriores houve retração, ou seja, houve corte de vagas. O mês de dezembro, em específico, costuma ser bastante sazonal para demissões, pois tradicionalmente há considerável encerramento de vínculos empregatícios neste período. Foram fechadas 334.462 vagas formais no mês, frente a 328.538 em 2017. Ainda assim, o resultado anual foi positivo”, afirmou Luciana.

Ela completou que esse é o primeiro saldo positivo desde 2013, quando 1,138 milhão de empregos foram gerados. “O setor de comércio refletiu diretamente a recuperação da economia no mês de dezembro, assim como o de serviços”, disse Luciana. /Agência Brasil

Fonte: DCI; Clipping da Febrac- 24/1/2019.

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