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Empresários prometem ajudar na articulação da reforma da Previdência

Após encontro com Bolsonaro e Guedes, industriais dizem que governo prepara pacote para melhorar competitividade

Enquanto a reforma da Previdência não sai, o governo prepara para daqui a duas semanas duas medidas para atender a demandas do setor produtivo. A primeira é um chamado “revogaço”, prometido desde o governo de transição e que começou a tomar forma nos últimos dias. A segunda é um conjunto de ações para reduzir o custo de produção no Brasil, inclusive as despesas com energia. As ações foram prometidas em uma reunião de entidades de 11 segmentos da indústria com o presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Economia, Paulo Guedes e o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Os empresários declararam ainda que vão participar da articulação da reforma no Congresso.

Foi a primeira agenda pública do grupo de empresários, autodenominado Coalizão Indústria, desde que o governo Bolsonaro tomou posse. Em coletiva de imprensa após o encontro, os empresários não detalharam os pontos que serão anunciados. Eles defenderam ainda outras medidas, como a reforma tributária, mas admitiram que o Congresso precisará tirar a Previdência da frente antes de tocar outras agendas.

Dias após a crise deflagrada entre Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), os empresários afirmaram que participarão ativamente da defesa da reforma junto aos parlamentares com quem têm interlocução. Eles negaram, no entanto, que a decisão de participar da articulação esteja relacionada às dificuldades do governo em negociar no Congresso.

— Sempre houve uma interlocução por parte de todos os segmentos. Existem frentes parlamentares que atuam de longa data. Esse é um trabalho corriqueiro, que sempre foi feito pela indústria, sempre o objetivo é esclarecer prestar informações quando solicitadas, no sentido de levar ao parlamento na discussão de assuntos do setor — afirmou Marco Polo de Mello Lopes, presidente do Instituto Aço Brasil e porta-voz da coalizão.

Os empresários afirmaram ainda que terão reuniões trimestrais com Guedes daqui para frente. O combinado é uma forma de compensar o fim do Ministério da Indústria e Comércio, que acabou sendo absorvido pelo Ministério da Economia na estrutura do novo governo — sob protesto do setor. Segundo Marco Polo, os encontros periódicos tranquilizaram o temor de que os industriais não teriam uma interlocução com o ministério.

25/03/2019

Fonte- https://oglobo.globo.com/economia/empresarios-prometem-ajudar-na-articulacao-da-reforma-da-previdencia-23549550

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